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Mostrando postagens de março, 2026

IMPÉRIO DO EXCESSO: os sete pecados capitais na metáfora americana

​ Se o fascismo clássico, descrito por Benito Mussolini  , foi a glorificação explícita do Estado total e da violência como virtude, a potência contemporânea opera de modo mais sofisticado. Não precisa marchar uniformizada nas ruas; basta organizar o mundo ao redor de si. Os Estados Unidos não se apresentam como tirania. Apresentam-se como liberdade. E talvez seja aí que a ironia comece. A soberba se veste de excepcionalismo. A ideia de que existe uma missão histórica a cumprir, quase providencial. O discurso do “líder do mundo livre” ecoa como verdade autoevidente. Para Max Weber , todo poder busca legitimidade. No caso americano, a legitimidade se ancora na moralização da própria hegemonia. Não é dominação; é responsabilidade global. Não é imposição; é proteção. A avareza encontra morada no capitalismo financeiro elevado à categoria de destino histórico. Karl Marx  já advertia que o capital não reconhece fronteiras morais, apenas expansivas. Quando o dólar dita o ritmo das e...