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Machismo na sociedade contemporânea: raízes, práticas e consequências

Resumo O machismo configura-se como uma estrutura social e simbólica historicamente construída, responsável pela manutenção das desigualdades de gênero na sociedade contemporânea. Este artigo tem como objetivo analisar as raízes históricas e filosóficas do machismo, suas manifestações no contexto atual e suas consequências sociais, psicológicas e existenciais para as mulheres. A pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica de autoras e autores da filosofia social e da teoria feminista, bem como na análise da obra O Papel de Parede Amarelo, de Charlotte Perkins Gilman, enquanto crítica literária à opressão de gênero. Conclui-se que o machismo permanece operante por meio de mecanismos simbólicos e institucionais, exigindo não apenas enfrentamento jurídico, mas uma transformação cultural e epistemológica profunda. Palavras-chave: Machismo. Feminismo. Patriarcado. Filosofia social. Gênero. Abstract Machismo is configured as a historically constructed social and symbolic str...
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Criativo nulo

        É impressionante a perturbação que sinto quando não escrevo, como se houvesse uma ausência profunda ao não poder expor os turbilhões dentro de mim. No entanto, quando me disponho a escrever, a criatividade desaparece. É como se as palavras me faltassem, como se meus dedos se tornassem pesados e eu perdesse toda a energia necessária para seguir em frente.      Lembro-me de algo que escrevi quando minha família e eu enfrentávamos uma crise devido à saúde do meu pai, que já não está mais conosco. Quando revivo aqueles momentos, a memória vem em forma de céu cinza, como se, naquele ano, o verão jamais tivesse existido. Tudo era nublado, sombrio, e, em alguns momentos, chuvoso.      Agora, sinto que esse mesmo sentimento se apresenta novamente. É como se o sentido de viver e de pertencer fosse tão abstrato que me sinto incapaz de traduzi-lo ou interpretá-lo.      As dúvidas sobre o ser, sobre a existência e o senti...

NEOLIBERALISMO: SOFRIMENTO EM MASSA E A PRODUÇÃO DE DESIGUALDADE SOCIAL

INTRODUÇÃO O neoliberalismo, enquanto conceito econômico, social e político, tornou-se um dos paradigmas dominantes nas últimas décadas. Sua ascensão, principalmente a partir da década de 1970, está diretamente ligada a transformações significativas na economia global. Inicialmente, o neoliberalismo foi apresentado como uma ideologia capaz de gerar prosperidade universal, fundamentada na liberalização dos mercados, privatização dos bens públicos e a redução do papel do Estado. Suas promessas incluíam bem-estar, qualidade de vida e, sobretudo, um mundo mais igualitário, com as mesmas oportunidades para todos. No entanto, à medida que o neoliberalismo se consolidou, tornou-se evidente que sua estrutura não só não trouxe a igualdade prometida, como também ampliou as desigualdades sociais. A proposta neoliberal, em vez de ser uma utopia de prosperidade, tem se mostrado um mecanismo de gestão do sofrimento psíquico e da fragmentação social. Este artigo busca explorar como o neoliberalismo e...

A política que NÃO RESPONDE: o caos, a desigualdade e a falta de solução

Constantemente me perguntam qual é o meu posicionamento político, como se houvesse uma resposta simples e direta, como se a verdade se resumissem a uma única linha, uma única bandeira. Mas, sinceramente, cheguei à conclusão de que não há mais uma resposta clara ou definitiva. O que vejo, cada vez mais, é um emaranhado de paradoxos e contradições que tornam qualquer definição superficial. O Brasil, nesse caos político, parece ser uma sucessão de ilustrações do que a filosofia nos alerta: a política, quando distorcida, se transforma em um jogo de aparências, onde os discursos de direita e esquerda se confundem, e as promessas de mudança se perdem na prática da manutenção do status. "A política é a arte do possível", diria Maquiavel. Mas, no nosso caso, o que me parece possível não é mais uma política que nos inclua a todos, mas uma perpetuação de um sistema que engessa direitos e marginaliza a maioria. A frustração vem da percepção de que, por mais que se fale em direitos funda...

Leituras para 2025

Se você está em busca de novos desafios literários e quer expandir seus horizontes filosóficos em 2025, aqui estão algumas recomendações organizadas por áreas da filosofia. Estas obras são essenciais para quem deseja mergulhar nas discussões sobre metafísica, ética, epistemologia, política e muito mais. Filosofia Medieval Agostinho de Hipona – Confissões Agostinho de Hipona – A Cidade de Deus Tomás de Aquino – Suma Teológica Anselmo de Cantuária – Proslogion Boécio – A Consolação da Filosofia Guillaume de Saint-Thierry – A Alma da Vida Espiritual Duns Scotus – Questões sobre a Verdade João Escoto Erígena – Sobre a Divisão da Natureza Pedro Abelardo – Sic et Non Filosofia Moderna René Descartes – Meditações Metafísicas René Descartes – Discurso sobre o Método Baruch Spinoza – Ética John Locke – Ensaio sobre o Entendimento Humano Gottfried Wilhelm Leibniz – Essais de Théodicée David Hume – Investigação sobre o Entendimento Humano David Hume – Tratado da Natureza Humana George Berkeley – ...