Se o fascismo clássico, descrito por Benito Mussolini , foi a glorificação explícita do Estado total e da violência como virtude, a potência contemporânea opera de modo mais sofisticado. Não precisa marchar uniformizada nas ruas; basta organizar o mundo ao redor de si. Os Estados Unidos não se apresentam como tirania. Apresentam-se como liberdade. E talvez seja aí que a ironia comece. A soberba se veste de excepcionalismo. A ideia de que existe uma missão histórica a cumprir, quase providencial. O discurso do “líder do mundo livre” ecoa como verdade autoevidente. Para Max Weber , todo poder busca legitimidade. No caso americano, a legitimidade se ancora na moralização da própria hegemonia. Não é dominação; é responsabilidade global. Não é imposição; é proteção. A avareza encontra morada no capitalismo financeiro elevado à categoria de destino histórico. Karl Marx já advertia que o capital não reconhece fronteiras morais, apenas expansivas. Quando o dólar dita o ritmo das e...
Resumo O machismo configura-se como uma estrutura social e simbólica historicamente construída, responsável pela manutenção das desigualdades de gênero na sociedade contemporânea. Este artigo tem como objetivo analisar as raízes históricas e filosóficas do machismo, suas manifestações no contexto atual e suas consequências sociais, psicológicas e existenciais para as mulheres. A pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica de autoras e autores da filosofia social e da teoria feminista, bem como na análise da obra O Papel de Parede Amarelo, de Charlotte Perkins Gilman, enquanto crítica literária à opressão de gênero. Conclui-se que o machismo permanece operante por meio de mecanismos simbólicos e institucionais, exigindo não apenas enfrentamento jurídico, mas uma transformação cultural e epistemológica profunda. Palavras-chave: Machismo. Feminismo. Patriarcado. Filosofia social. Gênero. Abstract Machismo is configured as a historically constructed social and symbolic str...